A Terapia Ocupacional é uma profissão que se originou no âmbito da Saúde e que ampliou seu campo de atuação para outras áreas como Educação, Assistência Social e Cultura. O terapeuta ocupacional tem como objeto de estudo e intervenção a ocupação humana, ou seja, atividades cotidianas significativas para pessoas de diferentes faixas etárias em seus diversos contextos de vida.

Esta profissão compreende a atividade humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, produtivo e de automanutenção do ser humano. As avaliações e intervenções do terapeuta ocupacional têm enfoque na expressão e envolvimento do sujeito em seu cotidiano, considerando as referências dos contextos: pessoal, familiar, coletivo, cultural e social.

A abordagem psicodinâmica em Terapia Ocupacional fundamenta-se em princípios psicanalíticos e tem como pressuposto que o fazer humano é repleto de conteúdo simbólico, sendo a atividade uma proposta de inter-relação, meio de expressão de sentimentos, atitudes e ideias. A intervenção prima por permitir a expressão, criação e comunicação, e assim, incentivar novas formas de fazer, se relacionar, conviver e assimilar o mundo.

As atividades desenvolvidas dentro do setting terapêutico têm como papel potencializar uma relação saudável do paciente consigo mesmo, com o outro e em seu meio social. Além do significado simbólico, estar em atividade permite a observação de fenômenos que fazem parte tanto da realidade interna quanto externa do sujeito. Nesse sentido, o processo terapêutico busca mediar e facilitar a organização do estado subjetivo do(s) sujeito(s) à realidade compartilhada e  visa resgatar o sentido de produção das crianças/adolescentes, recriando e criando um percurso do sujeito em ação e interação com o outro.