A psicoterapia comportamental é uma modalidade de atendimento clínico, baseado nos princípios da Análise do Comportamento. Tem como objetivo promover mudanças no comportamento, sendo ele observável (ex: verbalizar, reagir, agredir) ou não (ex: pensar, sentir, imaginar). Esse modelo de psicoterapia considera que o comportamento é influenciado por variáveis constitucionais, orgânicas e principalmente situacionais. Mudar o comportamento significa ajudar o indivíduo a se tornar consciente, ou seja, a discriminar a função dos comportamentos em sua vida e decidir mudá-los para obter uma vida melhor. Ao buscar as causas do comportamento, sendo ele “adequado” ou “problema”, é necessário observar três instâncias: espécie (filogênese), história de vida (ontogênese) e ambiente em que se vive (sociocultural).

A prática da psicoterapia é baseada em modelos de aprendizagem, metodologia científica de análise e técnicas empiricamente constatadas como eficientes. A Psicoterapia Comportamental cumpre o seu papel social de promoção de qualidade de vida, uma vez que seu compromisso maior é com o ser humano em toda sua extensão e com a Psicologia como Ciência.

A avaliação comportamental inicial é realizada em quatro sessões, porém existem casos que se faz necessário maior número de sessões. Cabe ressaltar que a avaliação não é apenas uma fase, é um processo, visto que o comportamento é multideterminado e pode adquirir nova função. Sendo assim, a avaliação comportamental é realizada no início e durante o processo terapêutico.

A metodologia utilizada para a avaliação é a análise funcional do comportamento, caracterizada por compreender que qualquer comportamento está numa relação específica com o ambiente e é mantido pelas consequências. O terapeuta analisa os comportamentos do indivíduo, compreendendo o que “provoca” e o que mantem o mesmo.

Por meio dessa análise, é possível levantar hipóteses, identificar déficits e excessos comportamentais e a prevalência de sintomas. Na coleta de informações para a avaliação, além do relato, realiza-se a entrevista (anamnese) e aplicações de questionários e inventários direcionados de acordo com a queixa. Quando necessário, o terapeuta faz observação do paciente em ambiente natural. Após o resultado da avaliação é proposto uma intervenção focada e individualizada.

A intervenção comportamental é sempre individualizada e integra os aspectos do desenvolvimento humano: motor, cognitivo, social, emocional e verbal. Pode-se ressaltar que a psicoterapia comportamental, além de possuir uma metodologia própria considera que o psicoterapeuta é um modelo e agente reforçador no contexto terapêutico.  A psicoterapia é educativa e preventiva, promove a aprendizagem de comportamentos que concorram com o problema. O indivíduo aprende com o terapeuta novos comportamentos (mais saudáveis) por modelo e/ou por instruções de regras, tarefas e leituras. O objetivo é de desenvolver estratégias educativas mais eficazes e instrumentos para mudar o comportamento.

O terapeuta trabalha tanto focado diretamente no paciente, quanto como mediador na relação com seu meio, ou seja, entre situações e pessoas que podem facilitar o aparecimento de padrões comportamentais considerados “problemas”.